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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mantenha-se informado quanto ao funcionamento das instituições escolares



Participem do processo educativo nas escolas, seja você pai, professor ou aluno. O desenvolvimento da nossa educação depende da participação de todos.










O que é o Plano de Desenvolvimento da Educação?

Uma educação básica de qualidade. Essa é a prioridade do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior porque elas estão ligadas, direta ou indiretamente. Significa também envolver todos — pais, alunos, professores e gestores, em iniciativas que busquem o sucesso e a permanência do aluno na escola.

Com o PDE, o Ministério da Educação pretende mostrar à sociedade tudo o que se passa dentro e fora da escola e realizar uma grande prestação de contas. Se as iniciativas do MEC não chegarem à sala de aula para beneficiar a criança, não se conseguirá atingir a qualidade que se deseja para a educação brasileira. Por isso, é importante a participação de toda a sociedade no processo.

O Compromisso Todos pela Educação deu o impulso a essa ampla mobilização social. Outra medida adotada pelo governo federal é a criação de uma avaliação para crianças dos seis aos oito anos de idade. O objetivo é verificar a qualidade do processo de alfabetização dos alunos no momento em que ainda é possível corrigir distorções e salvar o futuro escolar da criança.

A alfabetização de jovens e adultos também receberá atenção especial. O Programa Brasil Alfabetizado, criado pelo MEC para atender os brasileiros com dificuldades de escrita e leitura ou que nunca freqüentaram uma escola, recebeu alterações para melhorar os resultados. Entre as mudanças estão a ampliação de turmas nas regiões do interior do país, onde reside a maior parte das pessoas sem escolaridade, e a produção de material didático específico para esse público. Hoje, há poucos livros produzidos em benefício do público adulto que está aprendendo a ler e a fazer cálculos.

A criação de um piso salarial nacional dos professores — mais de 50% desses profissionais ganham menos de R$ 800 por 40 horas de trabalho —; a ampliação do acesso dos educadores à universidade; a instalação de laboratórios de informática em escolas rurais; a realização da Olimpíada de Língua Portuguesa, nos moldes da Olimpíada de Matemática; a garantia de acesso à energia elétrica para todas as escolas públicas; as melhorias no transporte escolar para os alunos residentes em áreas rurais e a qualificação da saúde do estudante são outras ações previstas no PDE.

Na educação profissional, a principal iniciativa do plano é a criação dos institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, destinados a funcionar como centros de excelência na formação de profissionais para as mais diversas áreas da economia e de professores para a escola pública. Os institutos serão instalados em cidades de referência regional, de maneira a contribuir para o desenvolvimento das comunidades próximas e a combater o problema da falta de professores em disciplinas como física, química e biologia.

O PDE inclui metas de qualidade para a educação básica, as quais contribuem para que as escolas e secretarias de Educação se organizem no atendimento aos alunos. Também cria uma base sobre a qual as famílias podem se apoiar para exigir uma educação de maior qualidade. O plano prevê ainda acompanhamento e assessoria aos municípios com baixos indicadores de ensino.

Para que todos esses objetivos sejam alcançados, é necessária a participação da sociedade. Tanto que ex-ministros da Educação, professores e pesquisadores de diferentes áreas do ensino foram convidados a contribuir na elaboração do plano. Para se resolver a enorme dívida que o Brasil tem com a educação, o PDE não pode ser apenas um projeto do governo federal. Tem de ser um projeto de todos os brasileiros.


Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php


Abro hoje um trabalho de informação sobre leis, projetos, e o funcionamento das instituições escolares. Irei postar semanalmente, artigos, noticias e textos que falem sobre o processo educacional e suas instituições escolares e governamentais, seus planos e projetos. Pretendo com isso, não só mantê-los informados quanto ao funcionamento da mesma, como também levá-los a uma conscientização da importância do conhecimento e da participação de todos no processo educacional e, principalmente, no interesse de todos pela melhoria do mesmo.

Hoje postei um informativo do site do MEC sobre o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), dando início ao nosso debate. Como viram, o PDE é um plano que visa o desenvolvimento educacional a partir da participação de todos. Portanto, participe você também. Faça parte do processo educacional brasileiro e o ajude a melhorar.

Sei que meu texto está parecendo propaganda do governo, mas devemos nos conscientizar de que a educação é o único meio para crescermos, seja como profissional, como pessoa ou como cidadão. Precisamos acordar para a importância da educação e ajudá-la a se desenvolver.

Desculpem-me a demora para fazer uma nova postagem desde a abertura do blog, devido a falta de tempo, mas pretendo não deixar que isso se repita novamente.

Até a próxima...




domingo, 13 de setembro de 2009

Ensino de História


Há muito vem se discutindo nos meios acadêmicos a desvalorização da História no ensino básico. A disciplina de História tinha quatro aulas semanais, mas foi reduzida a apenas duas aulas.

Já pararam pra pensar como é pouco duas aulas para se trabalhar História? Já se perguntaram o que teria levado a isso, a essa desvalorização?

Muitos responderiam a essa questão dizendo q a culpa é dos professores, principalmente os do ensino público, que não se interessam em atualizar seus conhecimentos e suas metodologias de ensino. Em parte, sim. Mas nós que fazemos parte do curso de licenciatura em História, nós que estamos nos formando, e os já formados, já buscamos saber qual a raiz do problema? Ou será que não somos bons o suficente para lecionarmos História? Será que tanto estudo, tanto esforço não serviu para nada?

Em minhas observações ao longo da minha formação em História Licenciatura, percebi que, talvez, a raiz do problema esteja na formação do professor de História. Já observaram que, pelo menos aqui no Rio Grande do Norte, a formação em licenciatura quase não se difere da formação em bacharel? A não ser, claro, pelas pouquissimas quatro disciplinas de Educação e tres estagios (no curriculo novo são quatro) que somos obrigados a pagar. Não esquecendo que não há nenhuma disciplina referente ao ensino de História, nenhuma referencia a sua importância, a não ser, lógico, a importância da pesquisa histórica. Não devemos desprezar esta, mas para um curso de licenciatura, falta enfase neste. E acabamos por sair da universidade licenciados em História, mas com amplo conhecimento em bacharel. Daí eu lhes pergunto: Como é possível sairmos professores de História, se tudo que aprendemos está voltado para o bacharelado? Como o ensino da História pode ser valorizado se o próprio meio academico se esquece de sua importância? Logo ele que bem conhece a longa batalha da História para manter o seu lugar de Ciência Humana dentre as demais ciências humanas?

Pois bem, proponho-me a dar os primeiros passos (lembrando que não sou a primeira a pensar esse assunto) na tentativa de responder essas e outras questões, relacionadas à História ou não, com o intuito de valorizar o ensino de História assim como a educação de um modo geral.

Dando inicio a esse blog, ponho-me a disposição para discutir não só temas de História e educação, mas os mais variados temas. Sejam eles de nível acadêmico ou não, sejam polêmicos ou apenas besteirois.

Fico por aqui nesse nosso primeiro, encontro. Espero que tenham gostado e se interessado pelo tema que melhor discutirei nas proximas postagens.

Até breve...



=D*